Para relatar esta viagem de forma compreensível é necessário recuar um pouco no tempo, recuar até ao momento em que soube que era um dos repórteres GeoStar. Planeava uma viagem em que trabalho e lazer seriam uma bela mistura, mas era-me difícil estabelecer uma data para o seu início. Queria que começasse em final de Julho ou início de Agosto, isso sim, mas ainda não tomara iniciativa de apontar um dia. Vencer uma viagem entre 29 e 31 de Julho foi o pretexto perfeito para apontar um dia sem hesitações.
Dia 29, de malas feitas e carro carregado – vão ser quase dois meses na estrada, pelo que é preciso muita coisa – a descer para o carro e a cantarolar encontro um farol desfeito em vidros e um papel com um número de telefone no limpa pára-brisas. Começa bem, pensei. Declaração amigável preenchida, parto caminho a Coimbra para umas últimas reuniões e desço até Alcobaça. O Hotel, difícil de encontrar à primeira, devo dizer, esperava-me; e que bem soube encontrar um quarto assim arranjadinho para deitar e relaxar.
No dia seguinte, depois de dormir numa caminha bem confortável tentei arranjar um novo farolim em Alcobaça, feito difícil num sábado de manhã. Após uma hora de tentativas frustradas passei ao que interessa, o usufruto da cidade. Uma voltinha bem agradável pelo centro e a visita que se impõe ao seu mosteiro uma obra-prima gótica sem igual em território nacional. Um almoço tranquilo e, de regresso ao hotel, uma deliciosa visita ao SPA para recarregar energias. E este sim, foi o momento alto deste fim-de-semana, duas deliciosas horas e meia a ser massajado, beliscado, borbulhado por água.
Uma sesta logo a seguir a mais um passeio de reconhecimento, sem destino claro, pelas redondezas do hotel, Alcobaça e depois a Nazaré com jantar pelo meio.
Aqui está, meus caros, a descrição deste maravilhoso fim-de-semana oferecido pela GeoStar, que só não pôde continuar a fazer as minhas delícias Domingo fora porque infelizmente o trabalho me chamava.
Patrick Monteiro




