Coimbra com encanto

Redescobri a cidade de Coimbra neste fim-de-semana, lembrando ruas e ruelas que outrora tinha partilhado na companhia da minha melhor amiga há uns anos atrás. E apesar deste fim-de-semana não ser tão carinhosamente lembrado como a escapada de então, deixou-me orgulhosa de peito cheio, por saber que ainda há sítios assim em Portugal.

Sábado começamos a visita da cidade a pé, de manhãzinha para que a energia matinal nos pudesse dar um empurrão a não perder nada de vista. Temos sorte… não chove. O sol esconde-se envergonhado atrás de uma nuvem, mas pelo menos não chove.

Em direcção à Praça da República, aproveito para reparar em antigos palacetes e casas senhoriais completamente recuperados e habitáveis e comento que deveria ser sempre assim: preservar a imagem antiga dando-lhe um uso actual.

A calmaria da Av. Sá da Bandeira relembra-nos que é sábado e que a cidade descansa agora, da frenética vida estudantil que Coimbra acolhe durante a semana. O mercado D. Pedro V, enche-se de cores e cheiros que ora me lembram o Mercado do Bulhão no Porto, ora o mercado da Assomada na Ilha de Santiagoem Cabo Verde.Issoé bom! Gosto de mercados! Gosto de aventais, pregões e cheiro a fruta!

Tempo para um café numa esplanada do Largo da Portagem e o sol resolve aparecer. A pausa permite delinear o itinerário no mapa e comentar que me lembrei de Sevilha e do Rio Guadalquivir, junto à Ponte de Santa Clara…

Junto à margem do rio e passando pelo Parque Dr. Manuel Braga, chegamos ao Parque Verde do Mondego, que é um parque relativamente recente, muito bem concebido, onde a harmonia paisagística se funde com as pessoas que por ali passeiam, fazem exercício, brincam, observam, lêem, relaxam e vivem Coimbra.

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Com o estômago a dar horas, começamos a procurar o Beco do Forno, onde a Tasca Zé Manel dos Ossos, promete uma almoçarada à maneira. Chegamos e temos de esperar… Não fiquei surpreendida, uma vez que a reputação da típica tasca vai além fronteiras. Pouco tempo depois, vamos lá sentar por entre as quinquilharias penduradas no tecto e paredes e provar os famosos ossos de suã e as barriguinhas de leitão na brasa… Lá se vai a minha dieta. Humm, é só hoje, penso. Gostei, mas confesso que o jantar delicioso, de sexta-feira na Taverna do Ginguinha,em Samora Correia, fez com que o petisco de ossos ficasse aquém do imaginado.

Ainda assim e de barriga cheia, seguimos via Arco de Almedina em direcção à Sé Velha, onde somos alegremente recebidos por uma tuna feminina que na escadaria da catedral canta e encanta quem passa. A cidade velha, enche-se de visitantes e estudantes, atentamente observados por idosos que se debruçam nas janelas e que sorriem a quem por ali se vai perdendo e apaixonando, quase que respondendo à canção “Linda donzela vem à janela que a Tuna passa…”.

No topo ergue-se um pólo universitário, como jamais conheci em parte alguma, religiosamente protegido pela Sé Nova e culturalmente ladeado pelo Museu Machado de Castro. Entre cantos académicos, discutem-se questões de matemática e o livro do Eça de Queiroz que afinal até já foi mais barato…

A Biblioteca Joanina de portas fechadas, lembra-me o fascínio que senti quando a vi pela primeira vez e tive saudades dos meus 23 anos, trajada a rigor, de pasta e livros debaixo do braço, na azáfama das fitas por assinar e na ansiedade das notas por sair. Esta cidade tem a agitação de borboletas na barriga desde 1290 e sem mofo ou traça, sentimos isso quando a visitamos. Deixamo-nos levar e encantar… Afinal até o Rio Mondego que ali passa é chamado o “rio dos poetas”.

Um passeio improvisado no autocarro nº6, leva-nos até à outra margem do rio, por Santa Clara e arredores dando a conhecer uma parte da cidade que já não conseguimos palmilhar a pé. Afinal de contas, até foi bom entrar em sentido contrário…Terminamos com um jantar nas docas da cidade.

Domingo acorda com chuva e trovões, adivinhando a tempestade que mais tarde se instalou, o que decidiu que partiríamos logo depois do pequeno-almoço no hotel e contrariando o Fernando Machado Soares, Coimbra não tem mais encanto na hora de despedida… Diria antes na hora do vibrante reencontro, cada vez que se regressa à mãe da universidade mais antiga de Portugal.

Natacha Ferreira

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