A GeoStar e a Mainan unem-se para fazer sorrir Lombok

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O terramoto na Indonésia, em Agosto de 2018, deixou um rasto de destruição em Lombok… levando tudo o que as pessoas tinham.
Sendo um dos destinos mais aliciantes, paradisíaco e muito procurado pelos portugueses, era impossível ficarmos indiferentes.
Decidimos ajudar o projecto Mainan a criar sonhos e a levar alegria a todas as crianças que perderam tudo. Conheça este projecto pelas palavras da Rita Xavier, responsável pela Mainan.

“O projecto Mainan nasce de uma vontade de fazer a diferença, criar sonhos e acreditar num mundo melhor. Decidi criar este projeto depois de cinco dias numa ilha muito especial na Indonésia, onde tento voltar sempre que consigo para repor a autenticidade em que acredito.

Este ano enquanto estava nesse canto do mundo tão especial com as crianças que já são “minhas” e para quem todos os anos levo roupa, sapatos e este ano brinquedos a terra tremeu e destruiu Lombok (outra ilha da Indonésia). Três abalos fortes levaram tudo o que aquelas pessoas tinham, como explicava as crianças em Lisboa, se a nossa casa cair perdemos o que? Tudo – respondiam eles. Quando regressei a Portugal tinha um sonho, uma ideia, e uma voz que me dizia que não podia ficar parada, organizei uma campanha em parceria com 7 escolas e ainda com a ajuda da marca Knot.

Visitei cada escola, contei as crianças o que vivi na Indonésia e como precisava da ajuda de cada um para concretizar o sonho destas crianças. Juntos conseguimos juntar seis mil brinquedos, que embarcaram para a Indonésia com o intuito de mudar o mundo daquelas crianças. Os brinquedos embarcaram com destino a Indonésia e 10 dias depois embarcamos nós, seis voluntários com muita vontade de mudar nem que seja por um dia a vida daquelas crianças, que nada tinham. Chegamos a Lombok e o nosso coração parou por pequenos instantes. A realidade que se vivia nesta ilha era dura. A destruição em que estas pessoas viviam,  falta de condições sanitárias, o calor dentro das suas “casas” (perto de 50 graus), a água que levava os colchões quando chovia foi o cenário que nos acompanhou todos os dias durante a nossa missão.  As famílias neste momento vivem em tendas por cima ou ao lado dos destroços das suas antigas casas. No meio disto tudo encontramos algo que nunca achamos possível. As crianças mais incríveis, os sorrisos mais inspiradores, e um olhar de esperança face a tudo o que se passava na vida delas. Um povo com vontade de lutar para reconstruir a sua vida mesmo que sem ajuda do governo.

O nosso projeto era sobre crianças, de crianças para crianças. Brincadeira e brinquedos.  Os 6000 brinquedos  que recolhemos em Portugal, oferecidos por crianças e adultos nunca chegaram. Infelizmente, o governo Indonésio foi corrupto o suficiente para nos tentar travar e pediu-nos 35mil USD para desalfandegar os brinquedos. Nós, sem capacidade nem vontade de pagar esse dinheiro decidimos bater o pé e lutar contra eles de frente, pois num país que de tanta ajuda precisa, a ganância e a corrupção prejudicam milhares.

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Continuámos na Indonésia a lutar contra governos e alfândegas a tentar salvar os nossos 6.000 brinquedos, os nossos 6000 pequenos sonhos. Eles pediram papéis e documentos, burocracia atrás de burocracia, e nós corremos mundos e fundos para os arranjarmos. Mas sempre que arranjávamos um, eles pediam outro. No final desta luta já não pediam “só” 35 mil USD como também pediam mais 21 mil USD de taxas de armazenamento. Vimo-nos forçados a desistir dos milhares de sonhos que queríamos entregar às “nossas” crianças, tivemos do nosso lado a Embaixada Portuguesa em Jakarta e a embaixada Indonésia em Portugal, mas ninguém conseguiu ajudar. Não conseguimos entregar brinquedos, mas não desistimos.

O nosso trabalho foi Trauma Healing, passamos dias a jogar jogos, arrancar sorrisos, conhecer sonhos, jogar futebol, dançar, cantar e partilhar momentos que nos faziam esquecer o que nos rodeava. Visitamos toda e qualquer vilas que tínhamos planeado visitar e entregar brinquedos, brincámos com as crianças e durante um dia demos-lhe aquilo que eles não tinham há muito tempo, atenção.

Como tudo na vida, o material é o menos importante e por isso mesmo, a nossa missão foi um sucesso, criámos muitos sorrisos, recebemos muitos abraços, beijinhos e lágrimas, mas acima de tudo, conseguimos fazer a diferença na vida destas crianças e mudar o mundo delas. Cimentamos o importância da brincadeira em vez do brinquedo e do tempo que se dá em vez do  material.

Este novo ano vai ser cheio de desafios bons para a Mainan, deste projeto nasceu uma consultora de responsabilidade social chamada At.man que tem como intuito ajudar as empresas a investir com impacto na mudança do mundo em que vivemos. A At.man e a Mainan vão fazer uma exposição no mês de Março onde vamos partilhar com todos os que nos ajudaram os momentos únicos que vivemos.  Na exposição todas as fotografias vão estar a venda de forma a juntar fundos para pagar custos da primeira missão e ainda construir oito escolas em Lombok, a ideia é voltar para deixar um marco da nossa passagem e devolver a estas crianças algo com que muito sonham…uma escola.

Convido todos a acompanharem o nosso projeto nas redes sociais e assim irem vendo cada passo que damos neste nosso sonho de mudar a vida das crianças de Lombok.”

Rita Xavier
Mainan

GeoStar apresenta Kioks’s digitais na BTL

No passado dia 15 de Março decorreu, na Bolsa de Turismo de Lisboa 2019 (BTL2019), o lançamento oficial dos Kiosk’s GeoStar. Estes equipamentos multimédia serão instalados em algumas lojas GeoStar, para permitir aos clientes uma interação rápida para pesquisa de voos e hotéis. Esta é uma forma de ligar os canais online e offline da GeoStar, permitindo que, no mesmo espaço físico, o cliente possa iniciar uma pesquisa online e concluir a compra com o aconselhamento do agente de viagens. Visite-nos e experimente os nossos Kiosk’s.

Volta ao Mundo com a Liza – Carta 61 da Liza à GeoStar

Sayulita, Nayarit, Mexico

Poucas coisas no Mundo me fazem sorrir com o corpo todo como quando te vejo.
A minha vontade é sempre a de me despir totalmente e entregar-me a ti. Pelo menos toco-te com as partes do corpo que estão despidas e vibro ao sentir-te tocares-me na pele.
Mal posso atiro-me para dentro dos teus braços, sem medo, e tu envolves-me como ninguém mais o sabe fazer!
Como todos os grandes amores (e verdadeiras amizades), passado dois minutos já estamos tão à vontade que parece que ainda ontem tínhamos estado juntos.
Mas não, há precisamente dois meses que te deixei, bem mais abaixo neste grande continente, e andei a tentar descobrir outros amores tão grandes ou até maiores do que o teu.
Apaixonei-me sim, várias vezes, por diferentes razões, mas nunca com a intensidade deste amor que, por mais Mundo que corra, só consigo sentir por ti.
Sempre me mantive fiel a ti acreditas?
Visitei montanhas, planícies, desertos, vilas, aldeias, cidades, cascatas, rios, lagos…nada tem a tua força, a tua energia, o teu cheiro, a tua frescura, nada me limpa a alma como tu.
És o meu grande amor que me faz querer sempre aMAR e que sei que aMARei para sempre.
És meu e eu tua, MAR.
Bem vindos ao Oceano Pacífico. Chegamos à Praia!

Volta ao mundo com a Liza – Carta 60 da Liza à GeoStar

 

Torres del Paine – Patagonia Chilena

Chamam-lhe as Torres del Paine, a oitava maravilha natural do Mundo, Património da Humanidade e o maior ícone do Parque Nacional da Patagónia Chilena.
Vários anos em projecto, mais de 4 meses de marcações e de preparação, 1 semana para chegar ao ponto de partida e, finalmente, 4 dias a subir e a descer cerca de 80 kms.
Wow!!! Incrívelmente belo e grandioso!
Se o mar me faz sentir Livre, a montanha dá-me Dimensão e permite-me perceber quão minúscula, insignificante e humana sou.
Pelos caminhos sinuosos, vai-se ouvindo o gelo a quebrar, à medida que vai derretendo com o sol primaveril, originando sons tão fortes e poderosos que parecem trovões ou mesmo bombas. E desse degelo nascem quedas de água que decoram as magestosas montanhas e acabam por morrer nos indiscritivelmente belos Lagos turquesa.
Não sabia que o Mundo me podia ainda surpreender tanto!
O último dia foi o único de chuva e vento, no qual, depois de 3 horas de caminhada, atravessei um Lago de barco até me despedir finalmente das Torres del Paine.
Os 3 dias anteriores foram cheios de sol e calor, um clima tão limpo e agradável, que nem é muito normal nestas paragens. Mas nós temos sempre sorte porque acreditamos.
Pelo caminho cruzo-me com centenas de outros aventureiros. E por vezes caminhamos juntos por um pouco.
Além de partilharmos a mesma emoção do que estamos ali a viver, partilhamos outras histórias, experiências e outras viagens. Inspiramos e somos inspirados.
Vive-se muito nestes dias!
As memórias são tantas que é preciso algum tempo e distância para as processar.
Na altura em que se celebra o 498° Aniversário em que o Português Fernando Magalhães descobriu a ligação dos Oceanos Atlântico ao Pacífico, eu vivo 2 semanas entre terras que sempre fizeram parte do meu imaginário histórico: Punta Arenas, Puerto Natales, Patagónia, Antártica.
Que intenso! Que Viva me sinto!
Realmente, devo ter feito muito bem numa outra vida para viver esta da forma que vivo!                                                                                                                                                                                                                                                              OBRIGADA ✨. Muito Obrigada!



Volta ao mundo com a Liza – Carta 59 da Liza à GeoStar

Era Domingo e o tempo estava fantástico. Saí cedo decidida a fazer aquela caminhada mais longa do outro lado da ponte.
As vistas do lado Sul do rio são tão agradáveis com a cidade como pano de fundo…fico deslumbrada!
A este Domingo seguiram-se outros e outras segundas, quartas e quintas … Todos os dias livres e com sol são preenchidos com caminhadas longas de descoberta e prazer.
Familías inteiras ocupam as passadeiras de bicicleta ou a pé, rindo e falando com energia e alegria.
Há passadeiras para peões por kms e kms e todo o Mundo cuida do património público. Pássaros exóticos vivem livremente e até canguros podem ser vistos numa ilha que existe no meio do rio.
Não se vê um único cão abandonado.
Atravesso parques com lagos cheios de cisnes negros, patos e outros passáros que sabem nadar, bebedouros de água, zonas de barbeque e wcs públicos. Perth, a capital do Oeste da Austrália, o maior estado Australiano, é considerada a capital mais solarenga do Mundo. Estamos em pleno Inverno e, não raro, estão 20-23 graus com sol das 7h às 17h.
Há quem não goste de Perth. Quem ache que é uma cidade sem assunto!
A verdade é que, para perceber a magia da cidade, há que caminhar, descobrir os seus recantos, ter curiosidade e ficar o tempo suficiente para a respirar.
Atenção e tempo, como em todas as relações!
Aqui há muito menos gente mas há mais australianos que estrangeiros o que torna esta zona da Austrália mais autêntica!
Em apenas um mês tive oportunidade de conhecer várias pessoas inesquecíveis, reencontrei outras que conheci noutros lugares e vivi momentos que ficarão registados no diário do meu coração.
Gosto mesmo deste país.
Fazer o quê?

Volta ao Mundo com a Liza – Carta 58 da Liza à GeoStar

Era Dia da Mãe em Portugal.
Aqui festejam uma semana depois.
Passei o dia na rua, a caminhar e a desviar caminho para ver mais e descobrir recantos desconhecidos.
É a segunda vez que cá estou mas nem por isso deixo de me surpreender com esta cidade única no Mundo!
Volto ao Gardens by the Bay. Desta vez de dia. A noite foi vivida em português noutro dia igualmente inesquecível!
Visito vários mercados. Como. Como muito. É tudo delicioso!
À noite vou à Marina ver outro espectáculo de luzes.
A música, as imagens projectadas, a dança dos repuxos de água, as bolas de sabão…tudo me emociona.
Olho para o céu e pergunto-me se já terei morrido e estarei agora no paraíso?!
Singapura, entalado entre a Malásia e a Indonésia, é o país mais moderno, sofisticado, cosmopolita e distinto de toda o Sudoeste Asiático.
Os bairros chinês, indiano e árabe, perfeitas réplicas dos paises que representam, não têm comparação com qualquer outros que já tenha visitado.
As casas baixas, cuidadas e ornamentadas com rigor, vivem em harmonia com os inúmeros arranha céus, sofisticados e tão à frente, que só podem ter a assinatura dos melhores arquitectos do mundo.
Igrejas foram convertidas em mercados de comida onde o sino toca a cada 15 minutos.
O Jardim Botânico, desta cidade já de si verde, é Património da Unesco.
Parques deliciosos com cadeiras fashion, Sentosa a ilha de diversão exclusiva, espectaculares projecções de luzes nocturnas… tudo gratuito.
A cidade está pensada para proporcionar a melhor vida e visita possível.
E Singapura, mais uma vez, me obriga a reconhecer que é sempre bom regressar onde já fomos felizes, para sermos felizes uma vez mais. E isso, isso no fim é o que conta!
Grata a ti minha Mamã!

Liza

Volta ao Mundo com a Liza – Carta 57 da Liza à GeoStar

Freemantle Perth - Austrália

É Dia da Mãe na Austrália.
E o meu primeiro dia dos 45 anos.
Saí cedo, com o biquini vestido. Este Outono brindou-me com um aniversário de sol quente mas meigo que me beija suavemente a pele.
Percorro as ruas devagar. Cada vez tenho menos pressa na Vida. Saboreio cada passo do caminho.
Perco-me e rio-me. Nem aos 90 anos terei sentido de orientação…
Estamos no outro lado da Austrália.
Já corremos a Costa Este, a Tasmânia, Melbourne, e agora viemos para o Oeste do país.
Perth é considerada uma das capitais mais isoladas do Mundo uma vez que a capital mais próxima, Adelaide, está a mais de 2.100 Kms de distância.
Temos tanta coisa nova para conhecer!
Estes dias foram passados em Fremantle, uma cidade portuária, com praias apetitosas, um famoso mercado, muita história e uma grande comunidade de portugueses.
Maravilhosa!
É dia 13 de Maio, dia da Mãe na Austrália e de todas as Mães do Mundo, e eu, hoje com 45 anos, já vivi (fisicamente) mais do que a minha Mãe. E tenho vivido tão bem, ouvindo e seguindo sempre o meu coração (onde ela mora), que sei que ela está Feliz e orgulhosa tal como que eu! ❤

Volta ao Mundo com a Liza – Carta 56 da Liza à GeoStar

Melbourne – Austrália

Lá fora chove. Nada a fazer, o Outono chegou! E eu, que ando sempre a fugir do mau tempo, deixo-me render pelas magnificas cores Outonais. Estou num dos meus lugares favoritos de Melbourne “Lentil as Anything”, um restaurante vegetariano que funciona à base de donativos e voluntários. O conceito é: “todo o Mundo tem lugar à mesa” e cada um dá o que pode. Conceito perfeito para um povo generoso como este. Inserido num antigo Convento, rodeado de magestosos jardins, é o lugar ideal para escrever, ler e agradecer…! Pelas ruas descubro mais e mais Street Art e fico maravilhada. Sinto que nem uma vida chegaria para descobrir toda esta cidade. No meio de uma ponte, duas australianas vêem-me a tirar uma selfie e perguntam-se se quero que me tirem uma foto. Eu acedo e digo-lhes que amo os Australianos. E elas respondem-me, sem nunca antes me terem visto, “E nós amamos-te a ti.” Como é que se pode não apaixonar por esta gente e por este país descomplicado, sem formalismos, eficiente, organizado e honesto?! Melbourne nasceu há menos de 200 anos, em 1835. Em 1890 era uma das cidades mais ricas e prósperas do Mundo, devido à descoberta de ouro. Foi a primeira cidade do Mundo a implementar as 8 horas laborais diárias e foi aqui que muitos dos direitos femininos foram conquistados. Apenas 200 anos de história pós colonização europeia mas com mais de 40 mil anos de presença humana. O povo aborigena, apesar de ter sido massacrado, sobreviveu até aos dias de hoje, com integração social em algumas zonas do país. São os indígenas vivos mais antigos da história. Aparentemente isolados do resto do Mundo, é aqui, em Melbourne, que se realizam mais de 2.000 eventos por ano. E já em 1888 era a cidade que recebia o maior número de eventos oriundos de todos os cantos do Mundo. Mais uma vez se comprova que, na vida, tudo depende do que queremos fazer com a realidade que temos. Oh God! Como eu amo este país. ❤

Liza

Volta ao Mundo com a Liza – Carta 55 da Liza à GeoStar

São 5h50 da manhã e já estou na rua, depois de um delicioso pequeno almoço e de um grande banho.
A rua está escura mas o dia não tardará a nascer.
Percorro as ruas da cidade, atravesso o rio Yarra e os bairros a sul do rio em ziguezague. Cada dia passo em ruas diferentes para não me escapar nada.
O sol decide nascer precisamente quando chego ao Albert Park, o meu parque favorito de Melbourne.
Com um lago com 6 kms de diâmetro, morada de uma dúzia de famílias de cisnes negros, este parque é lindo a qualquer hora do dia.
Há alturas em que se vê a cidade reflectida na água. Outras há em que é o lago que dá côr aos prédios da cidade.
Mas este nascer do sol, este nascer do sol foi um dos momentos mais mágicos das últimas semanas. Senti-me tão abençoada!
Que sorte ser suficientemente louca para ir a pé em noite cerrada!!
Neste parque descalço-me e caminho na relva. Li que faz bem à saúde e a verdade é que é saboroso!
As 7:30 começo os preparativos para receber novos hospedes nesta casa perto da praia.
Cerca de 20 quartos, sala, cozinha…há que pôr tudo em ordem para receber e bem.
E assim passam 8 horas num ápice!
Se o tempo está bom, às 15h estou na praia, que fica mesmo ali ao lado. O cansaço põem-me a dormir de imediato.
Não há nada mais recuperador do que um sono na praia e um banho de mar.
Dali sigo para o Hostel onde vivo.
Jantar e uns copos com amigos e termino o dia com a sensação de que a minha vida é perfeita!
Há outros dias porém em que tenho as manhãs livres. Nesses, habitualmente, faço turismo por esta cidade que me surpreende todos os dias!
Às 17h começo os preparativos para manter tudo impecável para os outros cerca de 400 hóspedes que vivem comigo. 30 casas de banho, uma cozinha grande, um terraço maravilhoso e gigante e muita, muita lavandaria, ocupam-me as 8 horas seguintes.
Sou acarinhada por todos, sem excepção, que agradecem, a toda a hora, tratar do seu bem estar.
Chego à cama com uma maravilhosa sensação de dever cumprido e, uma vez mais, de que tenho a vida que sempre sonhei!
A vida simples assim é tão boa!
Nunca estive tão em forma sem ir ao ginásio. E nunca me senti tão leve.
Melbourne tem eventos culturais todos os dias, tem músicos espalhados pelas ruas, tem Museus gratuitos, Mercados várias vezes por semana.
Melbourne é uma cidade grande, mas não é igual a todas as cidades grandes. Melbourne é especial. Muito especial. E eu estou enamorada por ela e pela vida que tenho.
Deixo-vos com algumas fotos. Vejam se não tem qualquer coisa esta cidade.

Liza

Volta ao Mundo com a Liza – Carta 54 da Liza à GeoStar

Melbourne
Amo cidades grandes que têm um Mundo dentro delas próprias. Os bairros são tantos e com tanto para ver, que tenho passado cada dia numa zona diferente da cidade a perder-me nas ruas para descobrir cada recanto.
É lindo encontrar agora zonas que estou a visitar pela primeira vez, mas ainda mais incrível é revisitar outras e lembrar-me do nome das ruas, das igrejas e dos cafés.
Ao fim de 340 lugares em 3 anos ainda me lembro….Tantas mas tão bem preservadas memórias. Tão bom!
Melbourne é uma cidade muito interessante, precisamente porque, na mesma cidade, reune vários tipos de ambientes.
Desde o centro cheio de vida, imponentes edíficios, e muita Arte Urbana.
A Bairros de casas pequenas, lojas alternativas e restaurantes de comida internacional e saudável.
À zona a sul do Rio, com edíficios altos e luxuosos.
Até à Praia, a 7kms do centro da cidade, que, não sendo a praia mais bonita do Mundo, não deixa de ser praia e de oferecer aquele ambiente mais descontraido de quem vive com o pé na areia.
Nas caminhadas entre uns e outros, atravesso parques verdes com lagos maravilhosos no meio, com fotogénicas vistas sobre a cidade… Wow!
Dou comigo a pensar que podia viver uma temporada em cada um desses bairros e ser feliz em todos eles, tirando partido das maravilhas que cada um deles tem para oferecer.
Começo a achar que talvez não sejam os lugares que são perfeitos, mas sou eu que trago dentro de mim essa felicidade interminável que me faz imaginar-me muito Feliz em cada lugar.
Uma coisa é certa, a mudança é determinante para sentirmos a enorme alegria ao acordar cada dia, porque algo de novo nos espera. É curiosidade, adrenalina, incerteza… Eu chamo a isso Felicidade! E o conforto que é saber que ela está em cada virar de esquina.

Liza