Volta ao Mundo com a Liza – Carta 39 da Liza à GeoStar

Estava quase a desistir de subir à famosa Lalibela, quando apareceram as 3 viajantes. Todas tão diferentes e tão bonitas, que pareciam oriundas de 3 diferentes continentes. Ninguém diria que eram todas de Israel.
Cerca de duas horas depois conseguimos que nos levassem, por um preço justo, até à capital das igrejas escavadas na rocha.
Lalibela é, provavelmente, o lugar mais visitado da Etiópia. Além da curiosidade turística pelas construções na rocha, é considerada a cidade mais sagrada do país, pelo que milhares de peregrinos Ortodoxos a visitam pelo menos uma vez por ano.
A caminho desta pérola, demo-nos conta de que, precisamente no dia seguinte, haveria uma celebração religiosa, das mais importantes da cidade, e que se realiza apenas uma vez por ano.
Mais uma vez no lugar certo…
Lalibela, a 2.500 mts de altitude, respira outro ar. Tem uma energia mais positiva e é mais hospitaleira do que os lugares que estivemos até aqui.
E claro está que, partilhar estes dias com 3 maravilhosas miúdas, que em 2 dias se converteram em amigas, contribuiu muito para que Lalibela me entrasse no coração.

Liza

Volta ao Mundo com a Liza – Carta 1 da GeoStar à Liza

Em destaque

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Lisboa, 15 Fevereiro 2017

Olá Liza,
Tudo bem?

Como está a preparação da viagem? Malas prontas?
É verdade… De certeza que estás super ansiosa com a próxima Volta ao Mundo, está quase a chegar o grande dia da partida!
Estou a escrever para agradecer toda a colaboração… Mas antes vamos contar a todos a “nossa” história.

Em Novembro do ano passado, recebemos o teu e-mail que dizia:

“Quero agradecer-vos esta vossa promoção que me deu a oportunidade de comprar o voo que vai arrancar a minha Segunda Volta ao Mundo.
Estou neste momento a concluir a primeira. Estou a viajar há 25 meses. Regresso a Portugal no Natal mas em Março quero arrancar de novo para uma das maiores viagens de sempre em Portugal (5 anos, 50 países, 5 Continentes).
Estou Feliz e muitíssimo grata.”

Sim, isso mesmo: Segunda Volta ao Mundo :)

Depois de ter lido palavras tão surpreendentes, decidi então enviar-te um e-mail para podermos explorar em conjunto como é que eu podia ter notícias da tua viagem. E marcámos o nosso encontro…

Na breve hora em que estivemos juntas, o entusiasmo que partilhaste foi verdadeiramente inesquecível e inspirador… Comecei a pensar que era injusto ficar com a tua história só para mim!

Foi então que me lembrei que podíamos trocar correspondência e partilhar essas cartas com todos aqueles que as queiram ler, e que ao lerem os teus relatos pudessem conhecer os sítios por onde vais passar e o que vais vivenciando.

Por isso, agradecemos-te por ires partilhar connosco os momentos mais marcantes da tua próxima viagem, que terá início a 14 de Março.

O pontapé de saída vai ser rumo a Joanesburgo :) e tal  como nós, estás entusiasmadíssima, não é verdade?

Liza, de certeza que estás atarefada com preparativos e despedidas antes da partida…

Mas não queres partilhar um bocadinho da Primeira Volta ao Mundo e contar as expectativas para a próxima viagem? :)

Um grande beijinho e até já,
Raquel

Volta ao Mundo com a Liza – Carta 38 da Liza à GeoStar

Aventuras de uma viajante

Quando cheguei à bilheteira de autocarros para comprar bilhete para Harar (uma cidade muralhada património da humanidade) fui informada de que não havia autocarros a viajar para lá pois o lugar está num género de guerra civil. Agradeci o alerta e desviei a minha rota para o que seria o destino seguinte.
Na margem sul do Lago Tana, o maior Lago da Etiópia e o terceiro maior de África, está a cidade de Bahir Dar. Cheia de palmeiras e jardins, esta refrescante e agradável cidade pintada a verde, é um dos destinos turísticos do país.
Fui recebida pelo dono do meu Hostel, um puto de 27 anos que, desde cedo, se mostrou muito ávido em zelar pela minha segurança. Diz que a cidade está cheia de esquemas, rapazes que, não tendo ocupação e sabendo que são bonitos, tentam meter conversa com as turistas, com o intuito de engatá-las para lhes extorquir dinheiro ou apenas, para lhes vender gato por lebre: um serviço barato a preço de ouro.
De modo que, para me proteger dessas emboscadas, o melhor seria não me distanciar e andar com ele, qual sombra, nos dias que por aqui passasse.
Sedenta da minha liberdade, como sou, a minha primeira ideia foi: amanhã ponho-me a andar daqui. Não tenho necessidade de estar num lugar que não posso sair à rua sozinha.
Fomos ver o sunset nas margens do lago, e o meu suposto protector, começa a tentar dar-me a mão, abraçar-me…fazendo precisamente aquilo que dizia estar a querer proteger-me…
Pu-lo no lugar dele, com a delicadeza dos meus 44 anos, e como não esperava o corte, começou a vangloriar os seus atributos masculinos, o famoso tamanho dos “Etiopianos”, o número de turistas que partem caidinhas por ele, que lhe mandam presentes, que o convidam para visitar os seus países e que não o conseguem esquecer.
Caí na cama, com uma dor de cabeça gigante, pouco depois das 19h da noite sem jantar. Tinha acordado às 3h20 da manhã para iniciar uma viagem de 10 horas, montanha acima-montanha abaixo, com paisagens de uma beleza desconcertante, mas que, pela altitude, deixou todos passageiros meio atordoados.
Depois a recepção, amedrontadora, não ajudou.
No silêncio da noite perguntei ao meu coração se devia seguir caminho no dia seguinte ou dar uma oportunidade à cidade. E optei pela segunda. De manhã saí sozinha, para espanto do meu anfitrião, que estava prontinho para ser o meu guardião.
Vi, de facto, dezenas, se não centenas, de jovens desocupados, bem parecidos, engomado e cheirosos, sentados nas esplanadas, margens do lago ou nos jardins, com ar de quem espera a melhor oportunidade para lançar o seu isco.
Mas, como em qualquer parte do Mundo, o remédio é não lhes dar conversa, sorrir, e seguir caminho. Não me senti ameaçada mas também não me senti confortável. E por isso decidi que seguiria caminho no dia seguinte.
Finalmente, explorei Bahir como eu gosto de fazer, sozinha, a percorrer ruas a pé, sentada nas esplanadas a ver como se comportam os locais, e a registar tudo no meu diário. Mas não me estendi demasiado. O Mundo é imenso e maravilhoso para nos demorarmos em lugares menos hospitaleiros.
Estas são histórias comuns de quem viaja, particularmente, sozinha! E o desafio é sabermos lidar com elas sem prejudicar os objectivos da viagem.
Seguimos caminho para um lugar que é património da humanidade. Preparados!?

Liza

Volta ao Mundo com a Liza – Carta 37 da Liza à GeoStar

4 voos, com paragem nas 3 capitais do Leste Africano, trazem-me a outro dos meus países de sonho.
Não, não viajamos para o outro lado do Mundo. Contínuamos em África.
Bilhetes promoção para viajantes que, para além de terem tempo, adoram aviões e particularmente aeroportos, onde pessoas de todos os cantos se congregam para viajar para outros tantos cantos do Mundo.
Passo horas a observar as pessoas.
A disponibilidade das que estão sós, a partilha das que estão em grupo, a cumplicidade dos casais.
Somos todos tão distintos e simultaneamente tão iguais!
O tempo voa e eu … com ele!
Chegamos, por fim, a Addis Ababa, a capital da Etiópia.
Estamos agora num dos mais pobres países de África.
Não pelos números, mas pela miséria humana que já testemunhei:
Os homens fazem as suas necessidades (todas) na rua à vista de todos. Pessoas a dormir atravessadas nos passeios, em pleno dia. Mendigos a comer a erva que arrancam do chão. Muitas casas de lata rodeadas de lixeiras e lama. Fome. Muita miséria!
Mas também vos apresento o lado bonito.
Este é o pais onde nasceram os Rastafas e por sinal, é aqui que encontro os mais bonitos Africanos. Homens e mulheres. Tons de pele mais diversificados, muitos mestiços, todos com traços bonitos e cabelos aos caracóis sempre para o comprido.
Super atraentes!
Mas têm tanto de bonito como de atrevido. Passam o dia a chamar-me meu doce, bela…têm a escola toda!
São também os mais calorosos que encontrei por esta África acima.
Homens e mulheres cumprimentam-se com 3 beijos e encostam ombros ou dão abraços. Já vi namorados abraçados e muita gente de mão dada, o que é raro no Continente.
Têm o culto da boa comida, do pão e do café, como nós.
A capital não me cativou particularmente, mas sei que o resto do país me vai surpreender.

Liza

Volta ao Mundo com a Liza – Carta 36 da Liza à GeoStar

RuandaKigali

Que soco no estômago!
O Memorial das Vítimas do Genocídio de 1994 tirou-me o chão!
Mais de 250.000 Tutsis e Hutis moderados foram chacinados num Genocídio horrendo que marcou a história deste país.
Ódio entre duas tribos alimentado, segundo dizem, pelos seus colonizadores Europeus, que acharam que os Tutsis eram mais inteligentes e bonitos, recebendo por isso mais privilégios, o que deu início a uma separação entre duas tribos que, até então, viviam pacificamente.
Quando os Europeus saíram do país, o ódio acumulado, por alguns Hutis mais fanáticos, levou a esta chacina que matou quase tudo o que era Tutsi.
As atrocidades eram cometidas por amigos, vizinhos, compadres que, de um momento para o outro, foram instigados a matar aqueles com quem, até ali, conviviam apenas por serem de outra tribo. E se não matassem, morriam!
Além de tudo o que lhes foi tirado, perderam também a confiança nas relações humanas pois sentiram-se traídos pelos seus mais próximos. Crianças eram obrigadas a matar e ver morrer as suas famílias, antes de serem abusadas e mortas…
Olho para cada uma das pessoas com quem me cruzo na rua, em particular as que têm mais de 40 anos, e sei que, de uma forma ou de outra, foram vítimas!
Quer estivessem de um ou do outro lado da barricada, pois os que mataram também perderam… dignidade e paz de espírito.
Mais incrível me pareceu como, em apenas 20 anos, o país se transformou em um dos mais modernos e pacíficos países do Continente.
O lema é semear amor para colher amor!
E é nesse contexto, de paz e amor, que mais de 35.000 crianças, órfãs de qualquer parente, cresceram sozinhas, numa sociedade que converteu o ódio em perdão.
Enterraram as separações tribais e construíram uma nação de um só povo, com uma só língua.
Ruanda tocou-me o coração por tudo o que é.
Pequeno mas cheio de encantos, cuidado como nenhum outro, limpo, seguro, organizado, genuíno.
Até sempre Ruanda!
As fotos que vão ver são as que consegui tirar com o novo telemóvel em Kigali e as do Lago Bunyonyi que consegui recuperar.

Liza

Volta ao Mundo com a Liza – Carta 35 da Liza à GeoStar

Encontrar transportes públicos para atravessar a fronteira entre o Uganda e o Ruanda foi difícil, pois nestas paragens há poucos brancos e quando vêem um, só oferecem transporte privado. Mas depois de 1 mota e duas carrinhas, chego à fronteira, que atravesso tranquilamente. O visto é o mesmo para ambos os países e as relações as melhores.
Do outro lado da fronteira apanho outra carrinha, mais recente, mas…
…quando o pneu da carrinha rebentou dei-me conta de que o pior podia ter acontecido.
Invadiu-me uma enorme tranquilidade típica de quem está todos os dias onde queria estar!
Por sorte aqui andam devagar. Aliás, aqui tudo é muito diferente de tudo o que já vimos em África.
Chegamos pois ao Ruanda!
O país mais limpo de África, onde há varredores de rua, papeleiras para o lixo e ninguém deita nada para o chão.
Onde os sacos de plástico são proibidos, as estradas são alcatroadas e têm palmeiras nas bermas e no centro, as avenidas são sinalizadas e as casas ajardinadas, cuidadas e sem grades.
Onde se fala mais francês que inglês, muitas ruas e pessoas têm nomes franceses e conduz-se à direita.
Onde o tradicional e o moderno convivem harmoniosamente.
As mulheres vestem tradicional, mas preocupam-se que as cores combinem. E os homens vestem camisas engomadas.
Fora das fronteiras diz-se que o país é governado debaixo do medo. Que o actual presidente ameaça a população de que estão sempre a ser vigiados com câmaras e com helicópteros.
De facto, vi muitos militares armados por todo o lado, e percebi que evitavam ser fotografados.
Mas não senti o povo amedrontado.
Não têm sorrisos fáceis e espontâneos, mas devolvem-nos um sorriso Feliz se lhes sorrimos primeiro.
Por vezes até nos esquecemos que estamos em África tão organizado, cuidado e seguro que é o país.
Se a primeira impressão do país é boa, a do Lago Kivu é ainda melhor, um lugar muito agradável, verde e imaculadamente limpo!
A nossa primeira paragem no Lago Kivu foi em Gisenyi que fica a 2 Kms da fronteira com a República Democrática do Congo (antigo Zaire), um dos maiores, mais populosos e pobres países de África.
Todos os dias corro até à fronteira digo olá e volto para trás.
Dois países tão distintos a conviver lado a lado.
O Mundo é incrivelmente interessante!
Ainda fomos espreitar o Lago um pouco mais a sul, a Kibuye. Igualmente tranquila e limpa aqui encontrei alguns memoriais do genocídio de 1994 um pouco por toda a cidade.
Amanhã já nos dirigimos à Capital, Kigali, onde vamos perceber melhor como tudo aconteceu. Bora?!

Liza

Volta ao Mundo com a Liza – Carta 34 da Liza à GeoStar

“Não sei se estás a perceber que és a única pessoa do Hostel que não vai ao Festival, Liza”.
De súbito levantei-me do sofá, peguei no telemóvel, liguei-me à net, adiei a reserva que tinha para os dias seguintes, reservei Hotel em Jinja e comprei o bilhete para o Festival Nyege Nyege.
Composto de 4 palcos com ritmos Africanos, população internacional e multirracial, o Festival Nyege Nyege (que significa Fuck Fuck), realiza-se numa zona espectacular nas margens do Lago Victória e na Nascente do Rio Nilo, o rio mais longo do Mundo.
Estes 3 dias de Festival converteram-se numa das mais deliciosas e inesquecíveis experiências desta passagem por África.
Havia algum tempo que não dava tantas gargalhadas, dançava como se ninguém estivesse a ver, comia e bebia tanto! Havia algum tempo que não me sentia tão rodeada de amigos, de pessoas que se preocupam verdadeiramente e que sabemos que vieram para ficar não por uns dias, ou por uma viagem, mas por uma vida.
A verdade é que, quando viajamos, tudo é muito intenso, muito transparente e muito sincero!
As alterações de planos de última hora, trazem sempre algo delicioso com elas. Adoro quando sou forçada a questionar-me: “onde querias estar hoje se morresses amanhã” e daí sigo o meu instinto e o meu coração!
“A quem muda Deus ajuda” já diz o ditado, e eu não podia estar mais de acordo.
Uganda surpreende, pelas suas planícies verdes, com plantações de chá e bananeiras, rodeadas de muitas montanhas decoradas em diferentes tons de verde, laranja e castanho. E muitas das estradas têm jardins nas bermas. Lindo!
É um país interior, sem costa marítima, mas tem dezenas de Lagos alguns tão grandes e bonitos, que até nos esquecemos quão longe estamos do mar.
É, sem dúvida, um dos países mais boa onda de África, onde os credos se misturam com harmonia e os cidadãos se orgulham do seu país.
Esta zona do Continente é claramente mais desenvolvida, moderna e bem mais independente do Ocidente.
E estou a gostar de ver.
Estamos agora na última paragem neste maravilhoso país. O lugar é de tal modo mágico que merece que vos mostre detalhadamente. Conseguem esperar?!

Liza

Volta ao Mundo com a Liza – Carta 33 da Liza à GeoStar

Quénia
As eleições realizadas há 15 dias, tendo provocado alguns tumultos, deixaram o país de fora na lista de muitos viajantes.
Eu acredito que o Mundo é um lugar seguro e por isso atravessei o país. Não me demorei muito, mas visitei alguns lugares. E gostei do que vi e do que senti!
Nairobi, a capital, é considerada a cidade mais moderna do Leste Africano, a mais movimentada e a mais perigosa.
À excepção do perigo (pois não senti nenhum), foi isso que encontrei, uma cidade moderna, com jardins cuidados e agradáveis e muitos pássaros gigantes (tipo pelicanos) a enfeitar as árvores e os céus.
Cruzei-me com gente simpática, de sorriso fácil, cheirosa e bem vestida.
Caminhei kms, deixei-me perder nas ruas e descobrir lugares que não constam dos guias.
De Nairobi segui para Kisumo, uma cidade nas margens do Lago Victória, o segundo maior lago de água fresca do Mundo, que faz fronteira com 3 países: Tanzânia, Uganda e Quénia.
Também aqui me senti bem recebida e gostei da cidade!
E tive oportunidade de perceber um pouco melhor o que se passa entre as duas tribos dominantes, Bantu e Luo.
Cada uma tem o seu partido favorito e não aceita a derrota, criando tensão e até alguns conflitos físicos entre eles. Mas é entre eles. Os estrangeiros estão a salvo e são bem vindos por todos.
À parte destas questões eleitorais e tribais, achei o Quénia um país bem resolvido e feliz!
Estamos já a caminho do Uganda.
Uganda e Ruanda não constavam do plano inicial, mas é esta a magia de viajar com tempo: os planos são apenas um esboço que vou alterando à medida que falo com outros viajantes.
E isso, isso não tem preço.
Estou tão expectante… E vocês? 

Liza

Volta ao Mundo com a Liza – Carta 32 da Liza à GeoStar

Old Moshi, Kilimanjaro, Tanzania

Custa sempre deixar um paraíso para trás mesmo quando sabemos que nos espera outro paraíso.
A viagem de barco, de Zanzibar a Ushongo, não foi tranquila. Chovia, o céu estava escuro, e as ondas eram de tempestade.
Mas 4 horas depois, ali estava eu, na costa norte da Tanzânia.
A praia não se compara com as praias da Ilha. Areia mais escura, água turva, mas muitas palmeiras e muito verde, mais tranquila e sem turismo.
O Kilimanjaro, a maior montanha de África, era a paisagem que nos aguardava a seguir.
Moshi, a cidade onde é possível avistar o cume, recebeu-me de braços abertos, num Hostel ao nível dos Ocidentais, ocupado por viajantes super interessantes e cheios de histórias para contar.
Pena que o tempo, sempre nublado, não me tenha permitido ver o grande Kilimanjaro.
Tanzânia foi um país que me tocou bastante! Tem tudo o que precisa para receber bem.
As pessoas são agradáveis e têm bom fundo.
São modernos sem perderem as tradições.
A influência de vários continentes, enriquece a culinária e os hábitos, tornando o país ainda mais acolhedor.
Já cruzámos outra fronteira mas com a Tanzânia no coração. Até já!

Liza

Volta ao Mundo com a Liza – Carta 7 da Liza à GeoStar

Em destaque

 

“Ver o “Invictus” no vôo que me trouxe a África do Sul foi emocionante. É um filme sobre a vitória da equipa Sul Africana sobre a favorita Neozelandesa, no Campeonato do Mundo de Rugby em 1995, quando Nelson Mandela se torna Presidente da África do Sul e luta por transformar um país fragmentado num país unido.
Joburg (como lhe chamam os seus habitantes) nasceu apenas há 150 anos quando, em 1886, se descobriu a maior jazida de ouro do Mundo. Situada a 1.700 metros acima do nível do mar, é uma das cidades mais altas do Mundo.
Em 1948 o Partido Nacional, constituído por um grupo de brancos, assume o poder e cria uma política de segregação social, o Apartheid, que prevaleceu até 1994, altura em que Nelson Mandela é eleito Presidente.
Mandela trouxe esperança a África do Sul e transformou a sua bandeira na mais colorida do Mundo: o Verde da agricultura, o Amarelo do ouro, o Vermelho do sangue, o Branco das pessoas brancas e o Preto das pessoas pretas, o Azul do céu e dos 2 oceanos que banham o país.
Joanesburgo não é bonita nem segura mas tem uma história que nos envolve e provoca sentimentos fortes.

Liza”

Portanto deve procurar ajuda junto do seu médico, especialmente homens, consegue atingir uma ereção satisfatória e bastante prolongada. Você pode verificar isso mesmo, a linha de produtos propriafarmacia contém o composto ativo do Cialis e por isso é que o efeito é exatamente o mesmo. Isso pode causar danos significativos ao seu organismo, estes podem incluir dor nas costas, se tiver problemas de coração ou dores no peito, assim que o Kamagra no Levitra entra na corrente sanguínea. Se actualmente sofre de problemas oculares, antes 40-60 minutos do ato sexual lentamente mastigando a pílula, é muito mais fácil tomar, falar com um profissional de saúde mental ajudará a abordar questões de estresse.