Um fim-de-semana especial
Há quase dois anos sem férias a surpresa de ganhar o passatempo repórter GeoStar foi uma das melhores notícias dos últimos tempos. Quando soube, não tive dúvidas escolhi logo os meus pais para irem comigo nesta aventura, eles fazem 25 anos de casados e como eu não tenho dinheiro para lhes oferecer uma prenda nada melhor do que a minha companhia. Como o fim-de-semana era só para duas pessoas decidimos alugar mais um quarto, o que até foi melhor porque assim tive todos os luxos só para mim.
Começámos a viagem já um pouco tarde porque os meus pais trabalham e de Seia a Monte Real demorámos cerca de 2h30, em parte porque não conhecíamos bem o caminho e não nos demos muito bem com o GPS, do Iphone que a GeoStar nos emprestou. Chegámos ao hotel cerca da meia-noite e fomos extremamente bem recebidos pelos funcionários do hotel, o ambiente era chique e minimalista ao mesmo tempo, uma vez que o hotel assenta numa fachada antiga que abre portas para um mundo moderno.
O meu quarto tinha uma fantástica vista para a piscina, que mesmo sendo tarde convidava para um mergulho, sob a luz das estrelas. Como não estava cansada passei um belo tempo a fazer zaping pelos muitos canais de televisão que o hotel oferece.
Sábado de manhã prontos para o inicio da jornada, tomámos um pequeno-almoço reforçado, com frutas, bolos frescos e tudo aquilo a que temos direito no hotel de quatro estrelas. Seguimos em direcção à praia da Vieira de Leiria, que não estava muito convidativa a passeios, fomos então para a praia de Pedrogão onde passeamos e respirámos a brisa marítima matinal. Pelo meio encontrámos uns jovens escuteiros que vendiam bolos para angariar dinheiro para o seu agrupamento.
Já perto da hora do almoço partimos para a Marinha Grande para tentarmos visitar o Museu do Vidro, no entanto a cidade está cheia de obras e não conseguimos alcançar o nosso objectivo. Parámos então para almoçar num restaurante de fast food e seguimos viagem rumo a São Pedro de Moel.
Esta é uma vilazinha que me agrada muito e à qual já havia ido com os meus pais antes. A vista do farol é fantástica e vemos sempre famílias a passear os cães. Não sou muito dada a ficar estendida no areal e como já se aproximavam das quatro da tarde e sei que os meus amigos vão sempre à praia da Nazaré nos fins-de-semana de Verão, lá os convenci a darmos um pulinho até ao Sítio.
Há cerca de cinco anos que não ia à Nazaré, mas parece que o tempo aqui não passou, é engraçado ver todas aquelas mulheres nas ruas a gritar ‘Chambres’ e ‘Rooms’ aos turistas que por ali vão passando, sempre vestidas com as suas sete saias. E olhem que estava bastante calor…
Aqui visitamos o Sítio, que tem uma vista bastante agradável sobre o oceano. Neste local encontrámos também bastantes vendedores de artesanato local e um templo dedicado à senhora da Nazaré. Compramos uma pinhoada e descemos até à praia, onde encontramos o Roberto, um dos meus melhores amigos que trazia umas frutas fresquinhas. Lanchamos numa esplanada à beira da praia e aproveitei para ir comprar um churro ao Rei das Farturas. Mas, devo dizer que o nome não está lá muito correcto… Depois de alguma conversa lá fizemos a vontade à minha mãe e seguimos para Fátima, mas antes parámos para visitar o Mosteiro da Batalha.
Imponente, mas um pouco degradado estava ansiosa por ver este monumento, infelizmente estava fechado, algo que num país em crise é estranho, porque com a quantidade de pessoas que andavam por ali, se podia ter feito uma grande receita. Mas, as más notícias não se ficavam por aí e soube do falecimento da cantora Amy Winehouse. Seguimos então para Fátima e visitamos o santuário. Não sou nada religiosa mas tenho de dizer este local consegue conferir-nos uma grande paz e lá pelo meio até vi um pedaço do murro de Berlim que está em exposição à entrada do santuário. Visitámos ainda a nova igreja inaugurada recentemente e decidimos voltar para o hotel.
Chegamos a Monte Real cerca das 22h cheios de vontade de comer um bom jantar, mas tirando o restaurante do hotel as alternativas são extremamente reduzidas e acabamos por jantar uns petiscos no Café Central, enquanto ouvíamos o rancho local na praça principal da vila.
Na manhã seguinte, após o pequeno-almoço iniciámos a nossa viagem de regresso e começámos por visitar Alcobaça, os meus pais diziam-me que quando era pequena levaram-me a visitar o Convento. No entanto, eu não me lembrava de nada e por isso para mim foi uma experiência novinha em folha. Quando cheguei à igreja ainda estava a decorrer a Missa e por isso tive de espera um bocadinho para visitar a nave principal do Convento onde se encontram os túmulos de D. Pedro e Dona Inês. Enquanto andava a passear dei conta que tinha decorrido um casamento e fiquei algum tempo a ver a alegria dos noivos e acho que me deve ter dado uma pontada de doçura e fui directamente para a pastelaria Saraiva comprar uns doces conventuais. Só tenho a dizer ‘Nhami’!
Já à saída de Alcobaça vimos uma feira da SPAL e surpresa das surpresas o meu pai ofereceu-me umas chávenas todas mimosas para a minha colecção. Aproximava-se agora a última paragem: Peniche.
Chegamos à praia do Baleal já na hora de almoço, mas sem fome depois dos doces, passeamos um pouco por esta espécie de ilha e rumamos ao Cabo de Peniche, onde podemos avisar as Berlengas e toda uma imensidão de Oceano Atlântico.
Confesso que não sou muito fã de Peniche, porque sempre que íamos de férias os meus pais queriam sempre ir para lá e como não tenho irmãos, o nome desta cidade significava para mim uma semana de pura seca! Mas, naquele dia foi diferente, porque passeamos pelas ruas, porque lembrámos de sítios por onde passámos há alguns anos, pessoas que conhecemos e aproximava-se a hora da partida rumo a Lisboa.
Comemos mais umas pinhoadas e voltamos a Lisboa onde terminámos esta viagem que brevemente queremos sem dúvida repetir. Obrigada!
Graziela Costa


















































































